Blog da she


 
 

REPENTE DO FAVASCONTADAS

OLÁ PESSOAL!!!

Quero convidá-los a ler este Cordel da WALKYRIA MARX que faz um gostoso convite. Que tal aceitá-lo?

Então no final do repente vem a grata surpresa!!!!

E a Sheila mais Osmar
Decidiram, construir
Um site para curiar
E também pra divertir
Tem muito a informar
Você deve conferir

Tem boas indicações
É dinâmico e é ágil
Tem várias colocações
Poesias e adágios
Tem Poemas e cordel
E acessar é muito fácil

Muita oferta de cultura
Eventos e novidades
Tem muita literatura
E demais variedades
Tem coisa de todo canto
Eita que diversidade!!

Se vc gosta de ler
Coisa boa que é danada
Se gosta de escrever
Então dê uma chegada
Entre logo neste site
Se chama FAVAS CONTADAS.

Vamos fazer este passeio!!!!? É so entrar no www.favascontadas.com.br



Categoria: POESIAS
Escrito por she.duarte às 19h20
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CASA DE VÓ

Quantas lembranças da casa da vó! Quantas imagens, sons, cheiros, locações em minha cabeça. Meus avós moravam na Vila Olímpia, em São Paulo. Lá passava minhas férias. Lembro-me da parreira de uva, dos dois balanços que eram amarrados nela e nos quais eu e minha irmã balançávamos enquanto cantávamos “madalena” de Ivan Lins. Quando chovia da janela da sala parávamos para ver a chuva que batendo no cimentado e nas poças fazia belas coroas d´água. Revejo os cômodos da casa: o quarto de meus avós, a penteadeira amarela, os bonecos feitos com as blusas de lã do meu avô; a cozinha e os torresminhos que sobravam da banha frita que colocávamos como recheio no pão, do latão de bolachas maria e com formatos de bichinhos; da mesa da sala de jantar cuja base servia de esconderijo, da prateleira de vidro, dos conjuntos de licores e dos licores de vovó que sim criança podia beber também! Pouco, mas podia; do terraço com suas cadeiras de madeira, meu tio a ler o jornal e que depois recortava de lá as bonequinhas de papel com suas roupinhas para eu e minha irmã brincarmos. Meu tio homem bonito, elegante com seu cigarro minister e o cinzeiro de pedestal; o quarto do tio Gê, com uma gaveta da cômoda cheia só de gibis, a sapateira redonda, o abajur sobre ela…A guela sentada na cadeira ao sol penteando seus longos cabelos e que de novo desenharia a trança, que em coque, ficava sempre sobre sua cabeça! O cachorro tico, os jardins, as plantas da vovó, o dinheirinho, as azáleas, as hortênsias entre tantas flores e a majestosa seringueira logo na entrada da casa encostada ao portão de madeira, o muro baixo. Aí meu deus quantas imagens, locações, o cheiro da parquetina, aí, quantas lembranças….



Categoria: CRÔNICAS
Escrito por she.duarte às 18h14
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Em frente à tela do computador

Enquanto a maquina scaneia checo meus sentimentos, vasculho minhas sensações. O que faço agora? Aguardo a leitura de meus arquivos, verifico meus e-mails, consulto as ferramentas do meu sistema e o que encontro? As imagens, os escritos, os códigos tudo pode me decifrar, mas quem para ler as minhas páginas? Quem consulta meu site? Quem  comenta meus posts? A minha escrita às vezes não faz sentido para mim, não me releio, não me consulto, só, sigo escrevendo….



Categoria: CONTOS
Escrito por she.duarte às 18h07
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MICRO-CONTOS DA SHE


FEIRA

Cheiros no ar. Profusão de cores. Zoeiras. Tudo a me atordoar. Nessa convulsão de sacolas, carrinhos e gente, sinto-me estimulada. Brota-me o desejo, não resisto e como o pastel.

INSÔNIA

Horas passando. Lençóis amarfanhados e devaneios. Dormindo acordada, ouço o despertador: 6 horas!



Categoria: CONTOS
Escrito por she.duarte às 03h30
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Escolhas

Posso dizer que sou uma pessoa monástica. A vida simples me agrada. Claro que gosto do conforto, mas isso não significa o exagero e o supérfluo. Você não precisa de tantas escolhas e opções para ter uma vida confortável.  Precisamos de roupas para nos vestir. Mas não preciso ser apresentada a tantas possibilidades para isso. Procuro por um caderno e lá vêm os mil tipos à disposição. Hoje até para tomar uma caneca de leite você tem que escolher da caneca ao achocolatado que irá beber, do guardanapo que irá usar para secar sua boca. Percebo que muitas famílias treinam seus filhos desde pequeninos a escolher: filhinho você quer beber água? Neste copo? Qual copo você quer? Qual sapato, qual escova?

Enfim são tantas particularidades que nos distanciamos do básico, da utilidade, do uso da coisa. Muitos irão refutar minha fala e dirão: ah, mas nada como beber num copo de cristal, nada como dormir num lençol com xis tramas, será? Às vezes acho que estamos perdendo muito com esses detalhes e conhecimentos do consumo.

Talvez alguns psicólogos de plantão dirão que estamos desenvolvendo a individualidade e identidade da pessoa com todas estas escolhas. Eu ainda acho que o que estamos é gastando energia com pouca coisa e chamando atenção dessa geração para o banal, ou seja, nos aprofundando sobre o nada. Quanto mais escolhas com o comezinho mais distantes estamos de nós mesmos. Menos sabemos verdadeiramente de nossas escolhas e do nosso ser. Não me importam estas liberdades de consumo, estas escolhas.

A liberdade que procuro é a de ter uma vida cada vez mais livre destes aborrecimentos, menos dependentes destes consumos, menos escravizados ao salário e ao crédito nosso de todo dia! Mas que ironia e armadilha dos tempos de hoje e ser simples vira mais uma escolha e um produto caro na prateleira de poucos. 



Categoria: CRÔNICAS
Escrito por she.duarte às 14h04
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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 46 a 55 anos, Arte e cultura, Bebidas e vinhos
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